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quinta-feira, 10 de março de 2016

Manuais escolares gratuitos 1º ano

De acordo com as últimas notícias, os manuais escolares serão gratuitos para todos no próximo ano lectivo de 2016/2017, que ingressem no 1º ano de escolaridade.
Por cá, e tendo em conta que a minha "condicionada" entre no 1º ano a medida é muito bem vinda.
Se será aplicada a outros anos lectivos, pelo que li está em estudo por uma comissão. A minha opinião é que provavelmente será "fácil" estabelecer a gratuitidade no 1º ciclo, mas daí em diante mais difícil, se tivermos em linha de conta o valor de cada manual.
Eu sei, e bem, que fazer livros não é algo fácil, e manuais também não será, mas pergunto: será que precisam de ser tão caros? E se tivermos em linha de conta a sua durabilidade, o preço justificasse?
Bem, o começo já está, querem ver que é desta que o ensino é mesmo gratuito?
(E não, não é: os manuais são pagos, o material escolar é pago, os almoços e lanches são pagos - e se lanche podem levar de casa, almoços não [embora não sejam caros] - o ATL é pago, até porque tem horário igual ao escolar? [e não, não cho que alargar o hotrário escolar seja uma escolha, as crianças precisam de brincar]. Por isso, não é gratuito - só não se pagam propinas)

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Acabou, mas afinal não, afinal é de outra forma

Os exames do 4º ano acabaram e eu já tinha dito que era a favor.
Só que agora parece que não é bem assim, que agora se irão fazer provas de aferição, também a serem realizadas no 2º ano.
Não sou contra, não é isso. Não acho que a prova nos moldes anteriores fosse correcta, mas também não sou a favor do facilitismo. Acho que sim, provas de aferição, testes, seja o que lhe chamem, desde que feitos em contexto normal de aulas, como mais uma etapa do ano, são benéficos e não os considero stressantes por ai além.
Para mim a questão não é essa: porque raio é que não se disse logo: acabaram as provas de 4º anos, que serão substituídas por provas de aferição, no 2º e 4º ano, que não irão contar para a nota fianl do aluno, mas para saber se os programas curriculares estão a ser cumpridos.
Este agora dizemos isto a ver as reacçãoes, amanhã dizemos aquilo, parecem-me aquelas histórias que vão sendo arranjadas aos poucos, para ir agradando. Já não tanto a ver com as provas, mas com as notícias em geral: ora é um banco, ora é a segurança social, ora afinal o banco não era assim, ora agora a segurança social assado. Caramba! Custa muito dizer tudo de uma vez? Custa muito falar das políticas que se pretende adaptar em várias áreas da sociedade com princípio, meio e fim? Se calhar custa.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Diz que aboliram as provas do 4º ano

Acho bem. Não vejo a razão da sua existência. Provas de 4º ano com a possibilidade de retenção? Não obrigado.
Não concordo com muita coisa no nosso sistema de ensino e esta era uma delas. A 4º classe de antigamente, tão antigamente que quem a tinha era rei, esses exames eram importantes. Hoje em dia em que a 4ª classe, ou ano, é apenas um degrau iniciante não vejo vantagens.
Não sou a favor da passagem de ano só porque sim, acho que isso não ajuda ninguém, mas também não sou a favor de exames e mais exames.
Estamos a falar da escola primária, de um professor que há partida está 4 anos com a mesma turma, que os começa a conhecer cada vez melhor, que lhes sabe os pontos fortes e fracos, porquê de um exame feito por quem não os conhece de parte nenhuma?
Não considero que as justificações que tenho lido contra esta abolição, muito prementes:
Para aprenderem a sentar-se.  - Aprende-se em bebé.
Para aprenderem a estar atentos. - E os 4 anos lectivos não trabalharam isso?
Para aprenderem a entrar e sair das salas? E não o fizeram durante o periodo escolar.
Para saberem preencher como deve ser os cabeçalhos dos exames. - E os testes que fizeram? E as fichas? Nada disso tinha cabeçalho?
Porque assim aplicavam-se mais e estudavam - Mas só se estuda em vésperas de exame de 4º ano?
Não. Concordo que tenha terminado. Aliás acho que só os iria submeter a stress desnecessário, e deitar por terra um esforço de 4 anos num momento de nervos. Estamos a falar de crianças de 9/10 anos e não de adolescentes/adultos de 19/20 anos, como os defensores dos exames se esquecem.
As crianças não são de cristal, mas não é por isso que têm de ser submetidas a pressões desnecessárias.
Mas, antes que me matem, sou a fovor deos trabalhos de casa com conta, peso e medida.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Ser mãe de 3 #23

Em época natalícia é gastar X3 e ao mesmo tempo não o fazer.
Aproveitámos o fim de semana dos 50% desconto em brinquedos e comprámos o que tinhamos de comprar para os 3.
Confesso que o mais velho terá outra prenda na calha, talvez até compradas nesta época, mas para o seu aniversário em Janeiro. Com a idade dele, brinquedos não são bem a última batata do pacote, mas jogos de consolas sim.
O Natal, e os aniversários deles são épocas em que sim, compro brinquedos, e inclusivé o faço no dia da criança, sendo que neste último o brinquedo tem sido simbólico e ultimamente substituído por algo que eles prefiram fazer com os pais.
Não tenho de comprar X3 X3 X3 só prque é Natal. Eu já multiplico as compras, porquê multiplicar os gastos?
Falta-me um brinquedo a comprar, que não o fiz por querer apurar os gostos da miúda em questão.
Ser mãe de 3 é gastar X3, mas também é multiplicar formas de fazer o dinheiro esticar e não de gastar 3 vezes mais só porque sim.
É a loucura dos brinquedos, quando temos o tal, aquele que gostamos mais. Não é a loucura quando temos tantos e tantos que não ligamos a nenhum, não damos valor a nada.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Coisas que me fazem medo, mesmo muito medo

Vi o vídeo pela primeira vez aqui, e reflete um dos meus medos como mãe.
Para as crianças, todos são bons, todos são queridos e simpáticos.
Os cães, os gatos, as coisinhas fofas, as pessoas simpáticas, são grandes chamarizes.
Nós, adultos, caímos em erro tantas vezes. Somos levados no conto do vigário tantas vezes.
E eles? A nossas crianças, será que  mensagem chega lá? Será que nos escutam mesmo?
Os maus, as bruxas não vêm como eles pensam e vêem nos desenhos animados e filmes de tv.
Entretanto vi este post da Mum's the boss e achei a dica boa. Fica a partilha também.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Não me venham com nhã-nhã-nhã que hoje estou do avesso!

Tal como não gosto de decotes pronunciados, nem de saias demasiado curtas, e embirro com calças de cintura descaída em mim, também não me incomoda minimamente quem usa e gosta.
A propósito da notícia daquela mãe em uma das opções que tinha para comprovar a amamentação era espremer as mamas, e devido ao meu mau feitio, hoje estou virada do avesso.
Sinceramente, acham normal que se peça esse tipo de "prova"? Acham normal que se tenha de comprovar amamentação? E as mesmas pessoas que acham isso corriqueiro são as mesmas que também defendem o quê: Apoios à natalidade? Apoios à família? Mais creches? Creches com valores mais acessíveis?
Sim, existem aquelas que dão biberão ao filho e que gozam de horas de amamentação - as aproveitadoras!!!! É que a criança amamentada come a certas e determinadas horas, e a mãe tem de lá estar para lho dar, e a biberonada não precisa já que outra pessoa a pode alimentar, e a mãe não é chamada para o assunto: que vá trabalhar a aproveitadora! Pois que a amamentação ajuda ao vínculo entre mãe e filho, e aquelas que não o fazem (por razões delas) não têm esse direito, qual vínculo a dar biberão qual quê.

Mas no meu tempo não existiam essas modernices, nem creches como há agora.
E depois? A minha mãe criou-me sozinha, sem ajudas e sem apoios, por isso não me venham com cantigas sim?
Acham que nessa altura, no vosso tempo era bom? Voltem para lá, já agora voltem para a idade média ok e fiquem por la.
Sou defensora das creches, mas não sou contra quem é mãe a tempo inteiro. Ambas são mães.
Não concordo com as horas que as crianças têm de permanecer na creche, mas ainda bem que existem creches com horários alargados.
Sim, existem aproveitadores destes horários, cujos filhos frequentam as creches desde que abrem até que fecham. Mas convenhamos: aproveitadores existem em todo o lado, e todos nós o somos, por muito que o admitamos ou não.
O justo sempre pagou pelo pecador, é certo, mas está na hora de atribuír o castigo a quem o merece e não generalizar.
As famílias, ou melhor, o conceito de família têm-se vindo a perder, e situações em que se entra no foro pessoal, em que se separam as mães que amamentam das que não, em que se separam as mães das que (ainda) não são, os trabalhadores do sexo masculino do feminino é retroceder. É um atentado à família. À pessoa que cada um de nós é.
Esta é a minha opinião, e não, não concordo com a menor produtividade, ou desconhecem realidades do norte europeu onde se trabalham menos horas e se produz mais? Onde se incentiva os pais a estarem com os filhos?
Nenhuma sociedade é perfeita. Nenhum sistema é perfeito. Mas podemos aprender com os erros, podemos também - ou melhor devemos - melhorar e procurar o que é bom para nós, não só no trabalho, tendo brio no que fazemos e dando o nosso melhor mesmo que não seja aquilo com que sonhámos. Na vida pessoal também, por isso apoio às famílias precisam-se e sim, sou defensora deles. Dá é  muito trabalho, muita coisa precisa de ser feita e é sempre mais fácil apontar o dedo aos aproveitadores.
Podem chamar-me tacanha, que não tenho noção da realidade, que não sei as coisas. Sei amigos, sei bem, leram aquela frase em que disse que a minha mãe me criou sozinha? Pois, talvez por ver os sacrifícios dela e de os sentir não os deseje a ninguém e queira melhor para todos.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Perguntinha óbvia #11

Então, para além de pagar 0,10€ cada vez que precisar de um saco de plástico, fazer publicidade patrocinada por mim ao estabelecimento comercial, na minha cabeça dois fusíveis fizeram faísca e perguntei-me:
-agora como é que levo a reciclagem para os respetivos contentores? Compro sacos a 0,10€, uso os sacos que compro para o lixo, vai mesmo à mão ou deixo de reciclar?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Dizem que amanhã há greve

O que é um motivo de preocupação desta mãe.
Eu não sou contra a greve, entenda-se, mas a questão é que de acordo com o meu horário de trabalho só saberei se a escola deve fez greve quando for buscá-lo ao ATL.
Eu percebo o motivo da greve, e tenho uma preocupação acrescida sabendo que as pessoas que estão a tomar conta do meu filho se sentem descontentes no seu trabalho, desmotivadas, sem saber o dia de amanhã.
Será muito pedir, a estas cabeças pensantes que se lembram de fazer tantas coisas, que se lembrem que a estabilidade no trabalho é uma coisa boa. Eu escrevi estabilidade, não estagnação, não desmotivação. Dar ao trabalhador a possibilidade de progredir, de melhorar. É muito difícil fazer um bom trabalho quando nos sentimos incertos, precários, sem saber o dia de amanhã. Quando sentimos que aquilo que fazemos não tem qualquer valor. Não é só o valor por hora pago, é o descrédito dado a quem dos nossos filhos cuida.
Nenhuma profissão deve ser menosprezada, nem endeusada. Todas são necessárias e importantes. Todos trabalhamos para todos e não me venham com o argumento de que não é bem assim, porque é.
A precaridade não ajuda ninguém.
Somos pessoas, não números.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Para quando em Lisboa?

De acordo com esta notícia do Público, é possível ter refeições saudáveis em casa, mesmo quando não temos tempo para cozinhar.
Mas só na zona do Porto, sendo possível escolher entre três programas: emagrecimento, manutenção e rejuvenescimento.
O jeito que uma coisinha destas me dava lá em casa especialmente à quinta-feira vocês não fazem ideia.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Feliz Ano 2015


Imagens Google
Um ano recheado de coisas boas para todos nós.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A saúde anda doente

É notícia nos jornais o tempo de espera no Amadora-Sintra, o tempo de espera noutros hospitais, a falta de médicos, de enfermeiros, de isto e daquilo. Esquecem-se dos Centros de Saúde.
Esquecem-se que um médico de família tem centenas de doentes e que não sos consegue ver a todos.
Esquecem-se das consultas de saúde infantil desmarcadas porque um médico (não pediatra) tem de ver outras crianças porque não há outros médicos que as vejam e as prioridades são para os mais pequenos.
Esquecem-se que as vacinas do plano estão esgotadas e que não existem enfermeiros que as administrem.
No fundo, a saúde anda esquecida. As pessoas são números e não seres, números avultados que gastam muito e que não há dinheiro para tratar de tanta gente doente.
A saúde está doente e anda a contagiar muito boa gente.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal

Imagens Google
Tudo de bom neste natal e para o resto do ano que acaba e para todo o que irá iniciar.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Chega aquela (mais uma) altura do ano em que fico com os nervos em franja

Não é pelo Natal, ou porque uns adoram e os outros detestam.
Não são as filas para pagar, as lojas cheias, alguma altura haverá que se facture algo.
São as prendas, ou melhor, as prendas de algumas pessoas e a lata delas. Eu explico: eu gosto de oferecer prendas, gosto mesmo e também gosto de receber.
Quando ofereço é por que acho que aquilo é indicado para aquela pessoa. Não ofereço nada que não goste, a não ser que saiba de antemão que será algo que a pessoa em causa irá adorar, já que a prenda não é para mim. Também não dou aquela coisa que está lá em casa, que não gosto e acho horrorosa. Normalmente essas coisas vão parar à quermesse da igreja ou fica para sempre escondida.
Não me endivido para comprar prendas. Dou dentro das minhas capacidades financeiras, e já me deixei dos miminhos e prendinhas de ocasião a pessoas que durante o resto do ano se esquecem da minha existência.
O que dá nervos são os que estão à espera de determinada prenda (e por determinada leia-se valor elevado), e que não querem saber se a pessoa pode ou não. Que comparam a prenda que recebem com a que outros recebem para ver qual a mais cara e claro que por esta ou aquela razão ficam sempre, mas sempre, mal servidos. Aqueles que estão à espera de receber mas não pensam em dar.
Os que nunca têm dinheiro, nem tempo, nem para um mimo. Eu disse e repito que adoro receber prendas, mas daquelas em que a pessoa pensou em mim, nem que seja feita em casa com material reciclado. Pessoas que se choram por menor que seja o valor, porque lhes estamos praticamente a tirar o pão da boca.
Gosto do Natal, dou-lhe mais valor actualmente por causa dos meus filhos, mas algumas pessoas conseguem fazer-me pensar em comprar várias toneladas de calmantes.
E também temos aquelas que no dia, nos entram pela casa adentro e se esquecem que as coisas se preparam com antecedência, que as compras se planeiam, que as batatas não se descascam sozinhas e que se me apetecer ir ao cabeleireiro ou arranjar as unhas estou no meu direito.
Não estou azeda, estou apenas a tentar arranjar forma de passar um bom momento em família sem que essas pessoas o consigam estragar. Estratégias precisam-se e não, não as posso ignorar.
Mas vejamos o lado bom da questão, sempre pode ser que renove algumas meias.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

E quando tudo fala em Natal

Eu ainda ando em modo aniversários. Tenho o do marido, cunhado e mãe antes de pensar em Natal, rabanadas, arroz doce e bacalhau (por ordem de preferência).
Tenho as festas na escolas dos miudos, o tal do doce para o almoço de Natal na escola do mais velho. Os anjinhos, a estrela para fazer para a escola e por aqui fica o Natal para já.
Tenho as compras TODAS para fazer, sei mais ou menos o que será, mas até ter as coisas concretizadas isso não me serve de nada.
E árvore de Natal? Nada, nenhuma, nem decorações natalícias. Venha o fim de semana a ver se faço o que preciso.
Bom fim de semana

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Report

Os dois mais novos doentes, ele com infecção respiratória, ela com otite. Ambos a antibiótico.
O mais velho com provas na escola a querer fazer contas de multiplicar, com o raios-partam-da-asma a querer armar-se em parva.
Mais duas horas de trabalho por dia. Não é a hora de entrada que me apoquenta. É sair de noite, chegar a casa escuro que nem bréu, olhar para o relógio e ver que ainda nem comecei o jantar, quanto mais dar banho aos miudos e já passou a hora de deitar.
Brincar com eles? Perguntar-lhes pelo seu dia? Ter uns momentos para preciar este dia em que cresceram mais um pouco, em que aprenderam mais um pouco? Tudo miragens.
Mas aos poucos chego lá, ou vai ou racha, mas o tempo deles e com eles é o meu maior prazer.
Tempo para mim? Tempo para nós? Que coisa é essa?

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Intolerância à lactose

Ontem, por indicação da pediatra, e porque os meus miudos mais velhos estão com uma gastroenterite viral, fui comprar leite e iogurtes sem lactose.
Assustei-me. Como é possível que sendo uma condição médica, os produtos serem mais caros? Mas bem mais caros.
Para mim é um gasto momentâneo, para muitos pais é um gasto comum.
Como é que querem que as pessoas se alimentem e alimentem os seus de forma correcta, se aquilo que nos faz bem é mais caro do que o que nos faz mal?
 

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