quarta-feira, 13 de abril de 2011

Não é do FMI que tenho medo

É das consequências dele, do que teremos de fazer por causa dele, daquilo que nos querem impor por causa dele, dele ser usado como bode expiatório para tudo e mais qualquer coisa. Tal como a crise.
Não vivo numa utopia, nem em marte, sei que a crise existe, mas também ela serve de desculpa para muita coisa.
Tenho medo de muitas consequências, como as da saúde. Quem tem seguro tem seguro e ok, tem médico. Quem não tem, não tem e pode ser que tenha sorte ou nem por isso.
Ainda hoje fui com a minha filhota às vacinas e agora funciona assim: 3m para vacinar as crianças e já está, se por algum acaso alguma criança for mais difícil, paciência, são 3m e nada de atenções, conversas, mimos é espetar a agulha e sair. A enfermeira estav piurças porque ela diz que trata pessoas e não coisas, que somos humanos e não números.
Médicos de família nem vê-los. Estão todos a ficar com baixa psiquiátrica porque não aguentam nem o nº de pacientes impostos, nem o tempo limite de consulta (15m), nem a pressão para não passarem muitos medicamentos (que têm de ser os mais baratos e com menos custos ao Estado), e nada de muitas análises, especialmente as mais caras.
Para onde vamos? Que futuro nos reserva esta reverência aos números?
Quanto é que vão entender que pessoas sãs de corpo e alma, trabalham melhor e produzem mais?
Quando é que vão olhar para nós como pessoas e não como números?
Tenho medo, por mim, pelos meus, mas principalmente pelos meus filhos.
O trabalho não me mete medo, venho de uma família onde as mangas estão sempre arregaçadas, mas e não havendo trabalho?

4 comentários:

Maria Pereira disse...

Quando li o teu post parecia mesmo que tinha sido eu a escreve-lo... Partilho a 200% a tua angustia e tb eu fiquei sem abono de familia, cortaram no meu salário e do meu marido, tudo aumentou, ir ao supermercado até assusta e não se vê uma luz ao fundo do tunel. Tento cortar no que posso mas não é fácil. Ainda por cima, com muita felicidade minha como sabes, tenho mais um filho (tal como tu) que sem duvida significa gratos aumentados....

Enfim, haja saude mas como dizes, o pior é s n há trabalho...

Bjs de esperança

Maggie disse...

pois isto vai piorar e mto, basta ler reportagens onde o FMI entrou para perceber que apartir de agora será a doer. E vendo bem as coisas ainda agora isto começou, mtas mais coisas serão aumentadas e ou cortadas.
Resta-nos ir pondo na cabeça que passaremos a viver bem pior e ter esperança que daqui por alguns anos voltaremos a ver luz ao fundo do tunel.
Bjo

Maggie

Tia São disse...

Avizinham-se tempos dificeis... mas quero acreditar que as coisas hão-de melhorar... o nosso país não há-de ser sempre est nódoa que se vê, acredito que o futuro nos trará um Portugal melhor! Patriotismo e esperança acima de tudo... Tia São

Dinastia FilipiNHa disse...

Realmente, amiga, é uma tristeza... 3m para vacinar uma criança?! Que grande palhaçada...

Espero que os nossos medos não se confirmem...

Um beijinho grande

 

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