quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Eu podia falar muito sobre as medidas de austeridade

Mas todos já falaram e falam.
Muitos ainda enfiam a cabeça dentro da areia e escondem-se como a avestruz. Por brincadeira já deixei um comentário a perguntar se podia hibernar. Cá por casa sempre fomos poupadinhos. Nunca andámos em grandes festas, cartões de crédito são bichos non gratos, a crédito compramos a casa e pouco mais.
É verdade que quando mobilámos a nossa 1ª casa, ainda antes de casarmos não tinhamos as mesmas despesas de hoje. Pegámos  nas parcas poupanças e toca a aplicar no necessário. Ele trabalhava e estudava, eu como já tinha acabado a licenciatura, arranjei um part-time e com esse dinheiro extra conseguimos compar móveis e electródomésticos.
Hoje temos coisas com mais de 10 anos que funcionam. Já substituímos a máquina da roupa, porque a anterior sofreu de morte súbita.
Será porque assim fomos educados? Talvez.
Pena tenho das crianças que não têm como viver a não ser daquilo que lhes dão, e dos idosos que depois de uma vida de trabalho fica à espera da caridade alheia.
Se muitos vivem e viveram para além das suas capacidades? Sim, e continuam. Mas, aqueles que se vão lixar, são aqueles que como eu pagam os seus impostos direitinho e não fogem. São aqueles que cumprem como deve ser e não fogem.
Ah que protegemos os mais fracos. Não. Protegem só e apenas os mais fortes. Os fracos que se lixem. Aliás, como na selva é a lei do mais forte que vale.
Estou triste com este país. Triste com aquilo a que chegámos. A um terceiro mundo de 5ª qualidade, a pedir esmola a uma Europa delapidada, onde os meninos ricos fazem troça dos meninos pobres e atiram-lhes rebuçados para se rirem com o espectáculo.
Triste por viver num país onde o recompensado é o calão do espertalhão, que mete ao bolso e faz um chorinho a dizer que não tem, é um pobre, de sapato roto e duas ruas abaixo se enfia num carro xpto para ir almoçar num qualquer restaurante de luxo, enquanto o otário do funcionário que vai fazer de tudo para lhe atribuír o subsídio come uma sandes e pensa como poupar no supermercado, e nas refeições económicas do mês para alimentar a família.
Ora, ide contar histórias da carochinha às crianças, mas atentar às idades, é porque hoje em dia já nem todas acreditam no Pai Natal, Coelhinho da Páscoa e Lobo Mau.

Se, quiserem perder um pouquinho do vosso tempo, ou se chegarem até aqui leiam: “Portugal está a ser assassinado, como muitos países do terceiro mundo já foram”

4 comentários:

Maggie disse...

pois nany tens mta razao, eu ja nem me sinto irritada, nem momento sinto-me triste, so isso!

Nao sei se leste mas vou enfiar-me numa toca nos proximos tempos se quiseres arranjo-te la um espaço e ficas la por uns tempos tbem.

Bjo
Maggie

Sentada na ponta da lua disse...

Tens toda a razão. E o pior é que por enquanto não se vislumbram melhores dias no horizonte!

Por aqui tb somos poupadinhos, nada de extravagâncias ou coisas fúteis... felizmente somos felizes e temos os suficiente para o dia-a-dia. Mas custa olhar para o lado e ver que a miséria começa a povoar cada vez mais o nosso "mundo"

Bj

Sonia disse...

olá vim cá ter através do blog da Maria e estou a gostar do que leio-senti-me na obrigação de deixar um oi

Mamã Petra disse...

Sinto-me triste e mais triste ainda de ver os meus amigos e familia a deixarem o pais em busca de uma vida melhor, e a verdade é que de facto a vida está muito melhor lá fora, vamos ver se me aguento por aqui ou se também vou.

Beijinhos

 

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