terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Consumo ou consumismo?

Sou uma pessoa consumista assumo. Mas que tipo de coisas consumo?
O normal: vou ao supermercado consumo os produtos que lá vendem (quase todos), consumo tv, jornais e revistas online (por vezes), livros, roupas, sapatos, música e coisas supérfulas.
Não consumo bebidas, tabaco, drogas, jornais e revistas em formato papel e outras coisas mais.
Gostaria de consumir mais livros, muitos mais em qualquer tipo de formato, mas não posso.
Todos somos consumistas, uns mais, outros menos. Cada um à sua medida, com as suas possibilidades.
O problema não é consumir, é consumir desalmadamente sem noção das posses, das despesas, das consequências, das necessidades.
Fui desde sempre ensinada a poupar. A que se ganho 100 não posso gastar 101 nem 99. Que posso olhar para tudo mas não comprar tudo. Não é só uma questão de espaço, é uma questão de conta bancária.
Se me irrito com os que têm mais? Não. Se gostaria de ter mais? Talvez, depende, se fossem livros teria muitos e muitos mais e vestidos também, morro por vestidos.
É como nos saldos, comprar só porque está mais barato? Ás vezes, se fizer falta, der jeito ou for um achado. Comprar porque tenho talões de desconto? Nem sempre, mando alguns para o lixo por essa razão.
Mas isso sou eu, fruto da minha realidade e experiência de vida. E sinto-me bem comigo assim.
Claro que às vezes tenho acessos parvos porque queria isto ou aquilo e não dá. Não sou perfeita, sou mulher, a descobrir vaidades, a descobrir-se no sentido em que eu também conto.
Uma das coisas que me dá prazer é ter algo que queria, ou sonhava, por menos do que pensava gastar. Gosto de comprar e ficar com dinheiro no bolso.
Talvez por isso não dê valor a marcas, mas sim áquilo que me fica bem, que gosto.
Se pudesse mudava o guarda roupa todo, ou quase todo. Ai mudava sim. Mas a palavra chave aqui é pudesse, e como não posso não mudo, não perco o sono e não faço birra. É uma coisa de cada vez.
Talvez por isso tenha uma dificuldade extrema em desfazer-me de certas coisas. Eu lembro-me de quanto me custaram a adquirir, do tempo que demorei até lá chegar.
Sou consumista em relação aos outros, especialmente em relação aos que amo, aos que me são próximos. Por eles fico chateada por não poder ser assim ou assado. Para eles quero sempre mais e melhor.
Aos meus filhos vou ensinando aos poucos o valor das coisas. É algo que se aprende com o tempo.

4 comentários:

Maggie disse...

Olá Nany, eu sou moça dada a alguns luxos (atenção pequenos luxos, não são iates nem ferias nas Maldivas). Percebo que nem todos ganhamos o mesmo mas tbém temos que tomar em consideração o destino dos nossos ordenados. Por exemplo, eu moro numa boa casa é verdade, mas não tenho carro e o do marido é da empresa, logo não gastamos nada de nada com carros. Seguros de saude tbém são da empresa, de nós os 4.Telemovel tbém é da empresa....

Bjo
Maggie

Maggie disse...

ahhh e net em casa tbém é paga pela empresa!

Maggie

Nany disse...

Os luxos são coisas diferentes para pessoas diferentes. Mas olha quando fores às Maldivas manda postal e tras um daqueles imans de frigorífico que adoro. Quando tiveres o iate convida-me para uma voltinha sim? Prometo que levo colete e tomo um daqueles comprimidos para o enjoo. :))
Agora a sério, concordo contigo, cada um sabe de si, a mim o que me irrita é a competição de se um tem o outro tb tem de ter. vejo isso aqui de pessoas que podiam poupar e divertir-se mas que recorrem a créditos só para mostrar nem sei bem o quê. O caso mais flagrante infelizmente afectou-nos a todos, saí os meus comentários.

Maggie disse...

pois são as aparencias que depois saiem caro.

Bjo
Maggie

 

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