segunda-feira, 14 de novembro de 2011

:(

Há alturas na vida em que me apetece desaparecer, chorar, berrar, gritar, mas acabo sempre por ou nem abrir a boca e sofrer mais ou começar a pensar seriamente em tomar qualquer coisa que me faça acalmar.
Imaginem lá o seguinte:
-são filhas únicas
-a vossa mãe vive sozinha
-tem obras em casa
-precisa de ajuda nas limpezas após as obras terem terminado
-já se falou várias vezes no assunto e combinou-se/chegou-se a acordo que o meçhor é esperar mesmo até ao fim para as limpezas grandes
-já se tinha falado nisso antes das obras começarem
Conseguiram?
Ok, então alguém me explica como é possível dizerem-vos ontem algo como: "Nem sei como fazer quando as obras acabarem . Tenho de contratar alguém para me ajudar a limpar. Sozinha não consigo"
Dói. Dói mesmo. Até porque já tinhamos "dividido tarefas" e uma vez que ela ainda não esta a 100% do pulso fica a tomar conta dos netos e nós (eu e o meu marido) fazemos as limpezas maiores.
A mim deu-me vontade de chorar / gritar / esbracejar / mandar tudo ao ar / sei lá o quê.
Mais uma para o caderno da filha imprestável que sou, e como todos os outros são tão, mas tão melhores filhos que eu. É que 35 anos a ouvir isto é obra, e a paciência está nas lonas.

1 comentários:

Maggie disse...

ai querida, nem me fales, a minha é sempre a lamentar-se que o meu pai isto, o meu pai aquilo, olha uma seca! E eu que não chateio ninguém (da familia) com os meus dramas...

Mta paciencia

Maggie

 

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