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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ser mãe de 3 #12

É descobrir, ou melhor redescobrir certos blogs como o Café, Canela & Chocolate e pensar que posts como este, têm artigos úteis e interessantes.
O nº 2 e 3 são bem úteis. Achei piada ao nº 7. O nº 8 só se não enjoarem. O nº 9 é engraçado mas os meus mais velhos tiveram mordedores e não lhes acharam piada nenhuma. Gostei do nº 13 e quero em absoluto o nº17.
Vejam e digam de vossa justiça.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Independentemente do resultado futebolistico de hoje

Ser Português
Podemos não ter a organização dos Suíços, o rigor dos alemães, a limpeza dos austríacos, a pontualidade dos britânicos, a meticulosidade dos franceses, o orgulho dos espanhóis ou a riqueza dos escandinavos, mas que somos um povo muito mais simpático e caloroso que esta cambada toda disso não tenho dúvidas. E ser português é isso. Ser português é ser muita coisa.
Ser português é pedir um ramo de salsa ao vizinho e ficar lá meia hora a conversar. Ser português é falar alto na rua e nos restaurantes sem notar. Ser Português é ter o melhor jogador de futebol do mundo e não gostar muito dele até vir alguém de fora criticar. Ser português é ter na guelra o sangue quente arrefecido por uma ditadura. Ser português é ter poesia de revolução e fazê-la sem violência e de cravo na mão. Ser português é comer chouriço assado na lareira com mais prazer do que ir ao restaurante gourmet. Ser português é revoltarmo-nos quando nos dizem que o limite passa de 0,5 para 0,2, porque ser português é beber vinho, cerveja e agua-ardente.
Ser português é ter orgulho em sê-lo mesmo quando se diz o contrário. É ir lá fora e falar de fado, da comida, da praia, de tudo o que nos orgulhamos quando temos saudades. Ser português é ter saudades. É ter saudades do sol, das sopas da avo, dos cafés e cigarros na esplanada com os amigos. Ser português é ter saudades e não esquecer.É ser nostálgico mas ter amnésia selectiva de 4 em 4 anos e queixar-se que está tudo na mesma.
Ser português é desenrascar. É encontrar caminho sem perguntar. Ser português é pedir indicações e ter logo a ajuda de vários estranhos. Ser português é tentar a borla seja do que for. Ser português é oferecer só porque se simpatizou com alguém. Ser português é ter os melhores lá fora porque é lá fora que se faz o melhor. Ser português é ter o mar no horizonte e nunca olhar para terra, é seguir em frente até o mar acabar, é descobrir, sonhar e inventar. Ser português é conquistar, é dar porrada na mãe, é dizer não e expulsar os mouros e os espanhóis. Ser português é esquecer. Ser português é o vídeo da Bernardina ter mais de 3 milhões de visualizações e a maioria não ter gostado. Ser português é toda a gente ver a casa dos segredos em segredo. Ser português é achar que ser advogado ou doutor é melhor do que ser pasteleiro ou agricultor mas gostar mais de bolos e batatas do que tribunais e hospitais.
Ser português é dizer bom dia ao vizinho, é dizer bom dia no café, é dizer olá como está ao carteiro, é dizer bem obrigado no elevador. Ser português é dizer vai-se andando, para a frente, nunca para trás. Ser português é ser pessimista quando as coisas estão boas mas optimista quando estão más. Ser português é ser-se humano e por isso ser-se incoerente. É ter poetas nas gentes, é ter Antónios Aleixos semi-analfabetos mas que sabem mais que doutores. É ter bêbedos e drogados no génio de Pessoa. É tudo valer a pena porque a nossa alma não é pequena. Ser português é ter a alma grande mas não ter dinheiro para a manter. Ser português é pedir crédito para o plasma e LCD, para as férias no Brasil e depois ficar sem comer. Ser português é acreditar em tudo o que passa na TV. Ser português é duvidar de tudo o que se lê.
Ser português é ser de brandos e bons costumes até ver. Ser português é andar à porrada por causa de futebol ou lugares de estacionamento. Ser português é acelerar e ficar chateado se se é multado. Ser português é saber as leis e saber que podem ser ignoradas. Ser português é eleger sempre os mesmos filhos da puta. Ser português é ser revoltado. Ser português é esquecer a semana no sábado e sofrer por antecedência no domingo. Ser português é chegar ao trabalho na segunda e falar da bola. Ser português é ser descarado. É dizer à gaja boa do trabalho que temos que ir beber um copo a qualquer lado. Ser português é seduzir sem medo do resultado. É ter lata de cerveja na mão e na outra contar os trocos para mais uma rodada.
Ser português é sentir orgulho na garganta mesmo com a pressão do nó de forca que nos traçaram. Ser português é apertar o cinto mas andar de rego à mostra.Ser português é dizer mal mas ai de quem diga mal e não seja português. Ser português é não ser patriótico mas sentir os olhos aguados ao ouvir o hino. É dizer que é o mais bonito de todos. É meter uma bandeira na janela e deixar a porta aberta a quem quiser entrar. Ser português é gritar com a selecção mesmo sem nunca se ter ganho nada, só pelo orgulho de se ser de Portugal.
Ser português é escrever este texto à pressa porque estão à minha espera em algum lado. Ser português é chegar atrasado mas de peito levantado.
Texto copiado na íntegra daqui: Love Adventure Happiness

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Politicas de incentivo à natalidade

São politicas muito engraçadas sinceramente, especialmente quando se fecham maternidades, já para não falar na oferta de creches, escolas e afins. Mas eu gosto mais deste texto do que aquilo que poderia escrever. Eu não sou assim tão optimista, é que a questão não é só o incentivo à natalidade, temos de ter boas políticas sociais.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Homens, toca a lavar a loiça (e a fazer o resto também)

Eu sou apologista de que todos têm de fazer tudo numa casa. Se todos lá vivem e sujam, então todos devem contribuir para a limpeza da mesma. Cada um vai fazendo consoante as suas capacidades e a sua idade, e debato-me com o "arruma os teus brinquedos", "leva o casaco para dentro" e afins. O pai ajuda e confesso por escrito aquilo que digo publicamente, o arroz feito por ele é bem melhor que o meu. Li esta notícia e pensei logo em partilhá-la com vocês. Vá, papás toca a trabalhar e a educar as filhas por exemplos e não só por palavras.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Não é o valor do aumento, é o princípio que lhe está subjacente

Andava a dar uma volta pelos blogs quando encontrei um post com esta notícia.
A questão aqui não é valor do aumento, mas o princípio por detrás desse aumento, será que os "entendidos" na matéria aqui neste cantinho à beira mar plantado ainda não o descobriram?

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Carta às mães mais que perfeitas

Querida Mãe:
Eu já te vi por aí.
Eu vi-te a gritar com os teus filhos em público, vi-te a ignorá-los no parque, vi-te a levá-los à escola antes de teres tomado banho, e de calças de pijama por baixo do casaco.
Eu vi-te a implorares aos teus filhos, vi-te a suborná-los, e a ameaça-los.
Eu vi-te a gritar feita louca com o teu marido, com a tua mãe, e com o agente de polícia no cruzamento da escola.
Eu já te vi a correr com os miúdos de um lado para o outro, a sujares-te no parque e a praguejares em voz alta depois de bateres com o joelho na esquina da cadeira.
Eu vi-te a partilhares um leite achocolatado com um maníaco de 4 anos. Vi-te a limpar o nariz dos teus filhos com os dedos e a limpa-los na parte de trás das calças de ganga. Vi-te a correr com o teu bebé de 2 anos pendurado na dobra do teu braço, para apanhares a bola que está a fugir para a estrada.
Eu já te vi a ranger os dentes enquanto o teu filho gritava contigo porque não queria ir à aula de piano, à natação, ou ao treino de futebol. Eu vi-te a fechar os olhos e a respirar fundo depois de entornarem um copo de leite inteiro em cima. Vi-te a chorar desesperada enquanto tentavas tirar lápis de cera da tua melhor mala.
Eu já te vi na sala de espera do hospital. Eu vi-te no balcão da farmácia. Vi-te com o teu olhar cansado e assustado.
Eu não sei se tinhas planeado ser mãe ou não.
Se soubeste desde sempre que querias pôr crianças neste mundo, cuidar deles, ou se a maternidade te apareceu de surpresa.
Não sei se correspondeu às tuas expetativas, ou se passaste os primeiros tempos como mãe aterrorizada porque tinhas imaginado que sentirias o “amor materno” doutra forma.
Não sei se tiveste dificuldade em engravidar, se perdeste algum bebé, ou se tiveste algum parto traumático.
Nem sequer sei, se concebeste o teu filho no teu ventre, ou se o acolheste na tua família.
Mas eu conheço-te.
Eu sei que não alcançaste tudo o que querias na vida. Sei que há coisas que nunca soubeste que querias até teres filhos.
Eu sei que, às vezes, pensas que não estás a dar o teu máximo e que podias fazer melhor.
Eu sei que olhas para os teus filhos e te revês neles.
Eu sei que às vezes apetece-te atirar um candeeiro ao teu filho adolescente, e atirar o de 3 anos pela janela.
Eu sei que há noites que, depois de deitar os miúdos, estás tão exausta que só te apetece enrolares-te na cama a chorar.
Eu sei que há dias tão difíceis que só queres que acabem depressa. Depois, na hora de ir para a cama os teus filhos abraçam-te e enchem-te de beijinhos, e dizem o quanto gostam de ti, e de repente querias que o dia durasse para sempre.
Mas nada dura para sempre.
Os dias terminam, e o dia a seguir é um novo desafio. Febres, desgostos amorosos, trabalhos da escola, novos amigos, novos animais de estimação e novas dúvidas. E todos os dias, fazes o que tens de fazer.
Vais trabalhar, ou ficas em casa pões o bebé no sling e ligas o aspirador. Ou vais até ao jardim passear com ele.
Largas tudo para moderar uma discussão sobre de quem é a vez de usar aquelas canetas especiais, para dar um beijinho ao óó da tua filha, ou para conversar sobre qual é a cor do batom que a mãe do Pinóquio usava.
Eu sei que fazes guerras de cocegas em castelos de lençóis, e que sabes de cor as histórias de, pelo menos, 8 livros ilustrados. Eu sei que danças de forma ridícula quando vocês estão sozinhos. E que inventam canções parvas sobre queijo, maus cheiros, ou ervilhas.
Eu sei que uma hora depois de deitares os teus filhos, largas o que estás a fazer e vais cortar as unhas do mais novo. Sei que paras de arrumar a cozinha, porque a tua filha te convidou para a festa de chá que está a fazer com as bonecas, e faz questão que lá estejas.
Eu sei o que custou tratares dos teus filhos quando tiveste aquela virose de 4 dias. Sei que comes os restos dos pratos deles, enquanto arrumas a cozinha.
Eu sei que não contavas com muitas destas coisas. Sei que não antecipaste amar alguém tão intensamente, ou andar tão cansada, ou ser a mãe em que te vieste a tornar.
Pensavas que tinhas tudo planeado. Ou então, estavas perdida e aterrorizada. Ias contratar a Nanny perfeita. Ou ias deixar de trabalhar e aprender tudo sobre crianças.
Sei que não és a mãe perfeita. Por mais que tentes, e por mais que te esforces. Tu nunca serás a mãe perfeita.
E isso, provavelmente, vai perseguir-te. Ou se calhar fizeste as pazes com isso. Ou talvez nem nunca tenha sido um problema.
Eu sei que acreditas que independentemente do que fizeres, poderias ter feito sempre mais.
A realidade é outra.
Não interessa o pouco que fizeste, no fim do dia os teus filhos vão sempre amar-te. Vão continuar a rir para ti, e acreditar que tens poderes mágicos que podes curar quaisquer coisas.
Independentemente do que acontecer no trabalho, na escola, ou num grupo de amigos, tu fazes, sempre, tudo o que está e não está ao teu alcance para garantir que no dia a seguir os teus filhos estarão tão felizes, saudáveis e espertos quanto é possível.
Há um velho ditado iídiche que diz: “Há um filho perfeito no mundo, e todas as mães o têm.”
Feliz ou infelizmente, não há pais perfeitos. Os teus filhos vão crescer determinados a ser diferentes de ti. Vão crescer com a certeza de que não vão pôr os seus filhos nas aulas de piano, de que vão ser mais brandos, ou mais rigorosos, ou ter mais filhos, ou ter menos, ou não ter nenhum.
Um dia os teus filhos vão estar a correr como loucos na igreja, a portar-se pessimamente no restaurante a fazer caretas para o lado, e alguém vai passar e elogiar a tua família.
Uma certeza podes ter: não és perfeita!
E isso é bom. Porque na realidade, nem os teus filhos são perfeitos. E ninguém no mundo se preocupa mais com eles do que tu, ninguém sabe porque é que eles estão a chorar senão tu, ninguém percebe as piadas deles melhor do que tu.
E já que ninguém é perfeito, tens de desempatar com 2 biliões de pessoas que estão em primeiro lugar “ex aequo” para concorrer à melhor mãe do mundo.
Parabéns melhor Mãe do Mundo. Tu não és perfeita. És mais que perfeita:
És tão boa mãe como o resto do mundo.

por Lea Grover em Becoming a super mommy adaptado por Up To Lisbon Kids

Retirado na íntegra daqui

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Ser mãe 24/7

Quem é mãe é sempre mãe.
Podemos sair para trabalhar, para ir às compras, ir ao cabeleireiro sei lá, mas mãe é sempre mãe.
Algumas mães, como eu, podem dividir as tarefas com alguém, ter alguém a quem dizer Toma tu agora conta deles que eu preciso de 5 minutos, e as que não podem? As que a qualquer lado que vão têm sempre de levar os filhos? Aquelas a quem recai todo o trabalho e que não podem delegar tarefas, pedir ajuda?
Para mim isso não é nada de novo, porque a minha mãe passou por isso desde os meus 4 anos, e ontem, depois de ler este post, fiquei a pensar nesse assunto.
Eu adoro os meus filhos de paixão e para onde eu vou eles vão. São meus e sou galinha. Mas confesso que gosto de poder beber o meu cafézinho em descanso, talvez por isso me levante meia-hora mais cedo só para tomar o pequeno-almoço em descanso e quente.
Defendo também que os filhos devem ir com os pais a todo o lado, sim, a todo o lado: ao restaurante, ao supermercado, ao parque, ao cafézinho. Para mim é também assim que eles aprendem a viver em sociedade, a perceber o que custa a vida, a dar a vez, a ser família. Mas também defendo que as mães e os pais precisam de momentos a sós e momentos a dois.
Mas ser mãe 24/7 cansa e nãos nos podemos queixar porque senão somos apelidadas de queixinhas, de coitadinhas, de que as mulheres nasceram para serem mães e é esse o seu trabalho. Não concordo, os filhos não se fazem sozinhos, e se por alguma razão estão só com as mães, porque é que elas não podem dizer algo tão simples como estou cansada?
É muito engraçado também quando nos dizem que não podemos reclamar porque o pai até ajuda e dá banho aos filhos. Mas por acaso eles foram produção independente?, que eu saiba é preciso um homem e uma mulher para os fazer.
Fica-se com a ideia que não podemos reclamar, é engolir e andar. O que muitos se esquecem é que por muito desenrascadas, fortes, resistentes, ou polvo que sejamos somos mulheres e não temos super escrito na testa (embora o tenhamos na vontade e principalmente no coração).

domingo, 20 de abril de 2014

Uma doce e feliz Páscoa a todos

-Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E, então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
-Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades. Hoje sei que isso é... Autenticidade.
-Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
-Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
-Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
-Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, Abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é... Simplicidade.
-Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes. Hoje descobri a... Humildade.
-Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o Futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
-Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é...saber viver.
Charlie Chaplin

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A vida que imaginámos e a vida que temos

Ao ler este post a minha cabeça começou a pensar em vários pontos.
Na vida que imaginei via-me como professora a ensinar as crianças a ler. Estudei para isso e depois a vida deu outras voltas. Faço aquilo que gosto, adoro papéis e novas tecnologias, só não gosto das novas políticas que me cortam o ordenado, que não me deixam progredir porque não há oportunidades, dinheiro, vagas, etc.
Ser mãe a full time nunca foi um desejo meu, e tendo a possibilidade trabalharia em part-time e aproveitaria o meu restante tempo para aquilo que gosto e para os meus. Detesto correrias, sentir que não consigo chegar a todo o lado, ficar irritada e mal disposta e com os nervos à flor da pele.
Para mim a minha liberdade financeira é importante. Divido com o marido as questões financeiras,e ele felizmente não é trabalhador da função pública por isso não é o seu ordenado reduzido, e felizmente também ganha mais que eu, mas ter de "prestar contas" porque me apetece comprar um novo par de cuecas faz-me comichão.
Não tenho nada contra as mães e donas de casa a full time, até porque cada um é um emprego em si só, embora não se lhe dê o devido crédito e a devida atenção.
Muitos são os que se vêm hoje em dia, depois de anos de independência financeira dependentes de outros. Muitos conseguem fintar a crise e criar negócios que contribuem para a família e que lhes permite dar asas à vida que sonharam. Outros nem por isso.
Num mundo ideal todos seriamos capazes de nos sentir realizados em todos os aspectos e podermos fazer aquilo que realmente gostamos. Tenho para mim que a produtividade aumentava e o nível de felicidade também.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Família Numerosa

Todos me dizem que agora é mais barato, somos uma família numerosa logo conseguimos comprar por atacado e assim é mais barato.
Ok, aderimos à tarifa família no caso da água, e que pena tenho que na luz e no gás isso não seja possível, e também  já dei uma vista de olhos no site da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas.
No entanto, as pessoas esquecem-se que o que eles fazem para duas refeições a mim dá-me para uma e o membro mais novo ainda é só alimentado exclusivamente a leite. Que as consultas não é x1, mas x3. Que tudo se multiplica, que temos de fazer contas e cortar aqui para por ali, esticar de um lado e fazer render do outro. Nada de novo em casa de muita gente é uma realidade, só me irrita é que me digam que agora é mais barato para mim, porque somos muitos.
Parecem-me pessoas sem noção, que ou não sabem fazer contas e acham que são tudo facilidades, ou fazem contas só com o hipotético que seria e assim é fácil. Como diz o ditado, pimenta no ***** é refresco.
Não estou a queixar-me de ter três filhos, mas parece-me que muitos não têm noção que se há coisas que se aproveitam, outras nem por isso, nem tudo é mau, nem tudo é bom. Como qualquer família temos a nossa dinâmica que aos poucos vamos descobrindo qual é.
Irrita-me também que digam aos meus filhos que por causa do mano mais novo eles agora têm de fazer sacrifícios. Primeiro, quem tem de fazer os "sacrifícios" somos nós os pais que temos a obrigação de os educar. Segundo, o mano não altera em nada o amor por eles, e não se ponham a dizer que agora é que vai ser, que isto e aquilo à espera que as crianças criem malapata e depois se se dão mal é porque os pais assim, ou eles assado. Porque não ver o lado bom das coisas?

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O que vestir numa gravidez que apanha Verão-Outono-Inverno?

Não é bem a primeira vez que passo por isto, é a terceira :)
Na primeira estive desde as 20s em casa de repouso, por isso a roupa a vestir era fácil de decidir, aquela que vinha "à rua", bem mais compostinha era pouca, não tinha necessidade de grandes roupas.
Na gravidez da minha filha o calor foi algo que me acompanhou e mesmo ela nascendo em Novembro bastava uma blusita de manga comprida e um casaco, nada de muito elaborado. Nets altura já tive mais peças porque trabalhei toda a gravidez.
Nesta, estando previsto o parto para Dezembro parece-me que não tenho nada para vestir :) Tenho 2 saias, 2 calças e 2 blusas, 2 collants e 1 cinta das anteriores gravidezes, comprei entretanto umas calças de ganga. As t-shirts são as mesmas, algumas esticam mais que outras e como nunca usei roupa extremamente justa para não marcas os pneus adapta-se bem. Mesmo assim, parece que em partes de cima estou "desfalacada".
A cinta que me ajudou nas outras gravidezes já viu melhores dias e tenho de investir noutra, pois sem bem a ajuda que dá.
Entretanto o post do blog da Mini-Saia sobre o que vestir durante a gravidez também ajuda.
Qualquer dúvida é ver fotos da Kate Middelton grávida para ter boas ideias.

PS: Sabem que enquanto escrevo isto tenho uma vozinha irritante que me manda ter juizo porque ainda não fiz a amniocentese e estou a por o carro em frente dos bois?

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A gerência dos sentimentos

Não é fácil, gerir sentimentos é das coisas mais difíceis.
Eu sou pessimista e derrotista por natureza. Gosto de rir, de sorrir, de gargalhar, mas tenho sempre aquele medo escondido, aquela vozinha que está lá para me dizer que a vida se vai encarregar de me ensinar uma lição.
Esta questão da entidade onde trabalho ter de dispensar 300 trabalhadores anda a dar cabo de mim, da minha sanidade e dos meus nervos. É impossível não pensar nisso, é-me impossível não andar receosa até porque hoje oiço uma coisa, mas amanhã já é outra e assim andamos. Tenho colegas que ainda conseguem ser piores que eu e contam histórias e mais histórias que me deixam piores. Que, intencionalmente ou não, me dizem sempre que os mais novos (eu), os ue têm menos anos de serviço (eu) são os primeiros da fila, porque os mais velhos (eles) e com mais anos de serviço (eles) não podem estar na dita fila porque são mais velhos e dificilmente encontram trabalho.
Eles têm razão, os mais velhos não conseguem trabalho, a minha mães está no desemprego praticamente há 3 anos e nada. Mas, eu tenho 36 e não sou propriamente nova, além disso o desemprego está a atingir todos.
Não é fácil, mesmo, ouvir isto todos os santos dias, a qualquer hora e por qualquer razão.
Ainda não sabemos quais serão os critérios, ouve-se muita coisa, mas concretamente não sabemos de nada.
Tenho de me gerir de forma a que este e outros stresses não me giram a mim. Não me faz bem, especialmente nesta altura e mais do que isso, faz com que tenha muita pouca tolerância e paciência para aqueles que amo. Assim não dá.
Por isso, vou seguir, tentar aos pouquinhos ir aplicando estas técnicas para evitar o stress associadas a estas dicas.
Ok, pode parecer ambicioso, mas eu não vou fazer tudo num dia, nem numa semana.
Sei que no processo existirão retrocessos, mas quero ir implementando uma de cada vez. Algumas já faço, como deixar tudo arranjadinho de véspera, mas muito caminho tenho pela frente.
Alguém me acompanha? É que para mim é isso ou calmantes. Sim, já estou nesse ponto.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

BULLYING

Depois de ter lido este post e este também, e depois de ouvir tanta coisa, ler tanta coisa, não posso deixar passar em branco.
O bullying não é só bater, roubar, partir ossinhos, é também a pressão psicológica, chamar nomes, desprezar, os risinhos, as conversinhas, os olhares. Não acontece só nas escolas dos meninos pobres dos bairros problemáticos, daqueles que não devem ter pai nem mãe em casa. Acontece em qualquer escola, com qualquer menino/menina (infelizmente), em qualquer bairro, e pasmem-se acontece até com adultos, é um problema transversal.
O porquê não sei. A culpa não é de ninguém e é da sociedade em geral. Sei é que não deveria acontecer, nunca.
Por isso, e com o total aval da autora do blog copiei este texto para aqui, mas vale não só para o bullying como para muitos aspectos da nossa vida. Por isso é para ler, pensar e guardar na memória.

BULLYING
Uma professora quis ensinar à sua turma os efeitos do bullying.
Pediu-lhes para seguirem as seguintes instruções. Deu a todos os alunos uma folha de papel e disse-lhes para amachucarem, e para deitarem para o chão e para pisarem.
Resumindo, podiam estragar a folha o mais possível mas não rasga-la. As crianças estavam entusiasmadas e fizeram o seu melhor para amachucarem a folha, tanto
quanto possível.
...
A seguir a professora pediu-lhes para apanharem a folha e abri-la novamente com cuidado, para não rasgarem a mesma. Deviam de endireitar a folha com muito cuidado o mais possível. A senhora chamou-lhes atenção para observarem como a sua folha estava suja e cheia de marcas. Depois pediu-lhes para as crianças pedirem desculpa ao papel em voz alta, enquanto o endireitavam. Eles mostravam o seu arrependimento e passavam as mãos para alisarem o papel, mas a folha não voltava ao seu estado original. Os vincos estavam bem marcados.
A professora pediu para que olhassem bem para os vincos e marcas no papel. E chamou-lhes atenção para o facto que estas marcas NUNCA mais iriam desaparecer, mesmo que tentassem repara-las. “É isto que acontece com as crianças que são “gozadas” por outras crianças”, afirmou a professora.
Podes dizer: Desculpa, podes tentar mostrar o teu arrependimento, mas as marcas, essas ficam para sempre. Idosos com 80 anos ainda conseguem lembrar-se com mágoa quanto foram gozados na escola primária e/ou secundária.
Os vincos e marcas no papel não desapareceram, mas as caras das crianças deram para perceber que a mensagem da professora foi recebida.
Se és CONTRA bullying copia esta mensagem e manda para todos os teus amigos e todas as crianças.
O bullying estraga mais do que nós podemos imaginar!!!
Evitem, ajudem e denunciem...

Copiado daqui

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O que os outros dizem

Já por aqui disse que conheço pessoas para quem a  crise é manobra publicitária, notícia alarmista, que afinal não estamos tão mal assim. Pessoas com síndrome de avestruz, que acham que só acontece aos outros ou pensam que se não pensarem nisso, não se lembream da coisa e se esquecerem que existe ela passa depressa.
Outras que são tão alarmistas que me enchem a cabeça, me mandam fazer as malas e saltar a fronteira às escondidas para Xangrilálá que deve ser o único sítio no mundo onde não existe crise, desemprego e afins.
Eu, pessimista assumida, mas que gosto muito de me rir e de me divertir, gosto de pessoas bem dispostas, que enfrentam a vida de frente, e que principalmente não se escondem nem no síndrome da avestruz nem no síndrome da coitadinha. Irritam-me também aqueles que, lá porque estamos em crise, não podem ver alguém ir jantar fora, a pintar as unhas, a estrear um trapo, a beber um cafe, a olhar uma montra. Aqueles que criticam porque sim, porque não e porque assim-assim.
Nós, portugueses, somos dados ao fado e ao fatalismo, po isso, as palavras desta mãe de dois rapazes sobre ser feliz, fizeram para mim todo o sentido.
Ide ler também.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Eu podia falar muito sobre as medidas de austeridade

Mas todos já falaram e falam.
Muitos ainda enfiam a cabeça dentro da areia e escondem-se como a avestruz. Por brincadeira já deixei um comentário a perguntar se podia hibernar. Cá por casa sempre fomos poupadinhos. Nunca andámos em grandes festas, cartões de crédito são bichos non gratos, a crédito compramos a casa e pouco mais.
É verdade que quando mobilámos a nossa 1ª casa, ainda antes de casarmos não tinhamos as mesmas despesas de hoje. Pegámos  nas parcas poupanças e toca a aplicar no necessário. Ele trabalhava e estudava, eu como já tinha acabado a licenciatura, arranjei um part-time e com esse dinheiro extra conseguimos compar móveis e electródomésticos.
Hoje temos coisas com mais de 10 anos que funcionam. Já substituímos a máquina da roupa, porque a anterior sofreu de morte súbita.
Será porque assim fomos educados? Talvez.
Pena tenho das crianças que não têm como viver a não ser daquilo que lhes dão, e dos idosos que depois de uma vida de trabalho fica à espera da caridade alheia.
Se muitos vivem e viveram para além das suas capacidades? Sim, e continuam. Mas, aqueles que se vão lixar, são aqueles que como eu pagam os seus impostos direitinho e não fogem. São aqueles que cumprem como deve ser e não fogem.
Ah que protegemos os mais fracos. Não. Protegem só e apenas os mais fortes. Os fracos que se lixem. Aliás, como na selva é a lei do mais forte que vale.
Estou triste com este país. Triste com aquilo a que chegámos. A um terceiro mundo de 5ª qualidade, a pedir esmola a uma Europa delapidada, onde os meninos ricos fazem troça dos meninos pobres e atiram-lhes rebuçados para se rirem com o espectáculo.
Triste por viver num país onde o recompensado é o calão do espertalhão, que mete ao bolso e faz um chorinho a dizer que não tem, é um pobre, de sapato roto e duas ruas abaixo se enfia num carro xpto para ir almoçar num qualquer restaurante de luxo, enquanto o otário do funcionário que vai fazer de tudo para lhe atribuír o subsídio come uma sandes e pensa como poupar no supermercado, e nas refeições económicas do mês para alimentar a família.
Ora, ide contar histórias da carochinha às crianças, mas atentar às idades, é porque hoje em dia já nem todas acreditam no Pai Natal, Coelhinho da Páscoa e Lobo Mau.

Se, quiserem perder um pouquinho do vosso tempo, ou se chegarem até aqui leiam: “Portugal está a ser assassinado, como muitos países do terceiro mundo já foram”

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vá, vão de férias, gastem para lá de muito em hotéis mas não se esqueçam de pedir factura

É que, agora as férias podem ser deduzidas no IRS, bem como as almoçaradas com os amigos e ainda recebemos 250€. Sim, e idas ao cabeleireiro também contam, ora leiam.
Isso é o que importa, porque as deduções com a casa, a escola e a saúde não valem nada. Ah e não se esqueçam dos abonos e subsídios, que isso é para pobre. E pobre não interessa.
Gostaria de te a capacidade de fazer uma cartinha assim para os queridos que se lembras destas alterações no IRS, mas não consigo, é pena. Mas deito-lhes a lingua de fora e mando-os para um sitío que agora não posso dizer, é que eu sou uma senhora, ou será que também posso deduzir isso no IRS?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Falando em livros

E para quem não se importa de ler em PDF, sabem que os senhores da Amazon disponibilizam de forma gratuita uma aplicação do Kindle para PC?
É de aproveitar para quem gosta de ler e não se importa de ler no computador.
Vi a dica neste blog
Eu já tenho a aplicação, mas sinceramente ainda não a usei.
 

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