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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

As tabelas de IRS e os Abonos

Por aqui (no trabalho), só se falam das novas tabelas de IRS, dos descontos, do que vamos ganhar a menos.
Sim, isto está cada vez mais complicado. Ninguém sabe nada, ninguém percebe nada, nem mesmo o pessoal das finanças. Quer dizer, eles percebem, mas não percebem, não entendem como qualquer cidadão estas novas medidas de austeridade, este cortar no mais pobre e no mais fraco.
Agora, juntem a isso os abonos. Abonos que nós cá por casa já não temos, mas que muitas famílias vão perder.
Juntem a saúde pelas ruas da amargura, que quanto a mim só precisa de alguém com coragem para lhe praticar a eutanásia.
Sou uma pessimista assumida é verdade, mas perante uma situação destas, perante um futuro destes, digam-me como posso ser optimista, como posso acreditar em dias melhores, como posso pensar que isto é para o bem de todos, para um futuro melhor? Não, não é, e não me venham com histórias que eu sei que o Pai Natal não existe.
Desculpem lá qualquer coisinha mas não me venham cá dizer que a ADSE é que é a culpa disto tudo também. Os senhores dos hospitais públicos que me desculpem, mas quando lá apareço, com o meu cartão da ADSE pago tal qual um utente normal, não tenho descontos nenhuns e espero na mesma. E não, não tenho médicos mais cedo, marco com meses de antecedência para mim e para os meus filhos, mesmo em consultas de especialidade, os médicos são bons e maus e tenho por experiência própria que quem tem ADSE é discriminado, pois o hospital onde a minha filha nasceu,  se fosse por particular ou seja SNS, ou qualquer outro seguro saúde tinha consulta para a criança no prazo normal de um recém-nascido, como era com ADSE, ficava por especial favor em lista de espera. Mas não são essas as notícias que passam, tal como não passam que eu desconto tanto para a ADSE como para a CGA,  pago impostos e não ando cá a ver passar a banda, estamos entendidos, ou querem uma lição em economia. Temos com e sem máquina de calcular.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Perguntinha óbvia #2

Vocês sabem tudo acerta desta história da liberalização dos mercados da electricidade e do gás natural, e  sobre a extinção de tarifas certo?
Quem tem potência menor que 10,35kva a tarifa regulada termina a 31 Dezembro deste ano, e no gás as coisas também alteram.
A ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos -  é o sítio ideal para se informarem e fazerem simulações por forma a descobrirem no vosso caso quais as companhias mais em conta.
Depois não digam que não sou vossa amiga.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

16 and Pregnant*

Ontem, calhei a parar neste programa o 16 and pregnant e vi sentei-me um pouco a ver.
Fiquei a pensar. Ok, as situações lá relatadas passam-se nos Estados Unidos e o país não é pequeno, mas gostei da forma como o programa estava feito.
Pensei no caso português: não faço ideia da quantidade de mães solteiras que existem, conheço uma que foi mãe aos 14 anos e nem sabia o que lhe estava a contecer. Foi a irmã mais velha que se apercebeu, contou a mãe e ambas a levaram ao médico. A mãe de duas é agora mãe de três, porque a mãe trata o filho como o seu nenuco, sim, que ela chama o filho carinhosamente de nenuco.
No país em que vivemos, em que todos os dias se relatam casos de pobreza, de miséria. Onde os cortes na educação, na saúde e na segurança social são o pão nosso de cada dia, ponho-me a pensar que estas situações se tornarão recorrentes.
Muitas das adolescentes vêm de lares onde só um dos pais está presente, mas ausente em dois ou mais trabalhos para fazer face ás despesas. Muitas não têm acesso a educação sexual nem nunca ouviram falar em planeamento familiar ou contraceptivos. E depois? Depois crianças têm crianças.
No tempo dos meus avós os mais velhos tomavam conta dos mais novos por necessidade. Hoje isso já não acontece? Não afirmo. Se no fim de semana achei piada ao meu filho mudar a fralda à irmã, por brincadeira de manos, não acho piada nenhuma a uma criança de 5 anos tomar conta de uma de 2 por necessidade.
Mas temos de cortar a todo o custo. Temos de poupar a todo o custo.
A que custo? Vamos para quando e onde? Com que consequências?
Tenho medo, não por mim, que aos 36 se já adquiri umas amolgadelas também já adquiri algum escudo, mas que futuro estamos a criar para os nossos filhos, quando o básico é cortado?

*Título original de um reality-show da MTV

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Deixa estar, não te preocupes, só para o ano é que as coisas pioram

Ah, é só para o ano? A mim quer-me parecer que não é bem só para o ano, mas ok, continuem lá a enfiar a cabecinha na areia, até porque está frio.
Se calhar sou eu, como não respiro bem por causa da constipação devo andar a privar em demasia o cérebro de oxigénio e ando a alucinar, senão vejamos:
Em 2013 os portugueses vão ter um “enorme” aumento de impostos e em 2014 o cenário poderá repetir-se mas, não era só para o ano?
Passos já admite pagamento de "propinas" no secundário cá para mim ensinavamos as pessoas a fazer uma cruz e mais nada, aprender a ler e a escrever para quê? Isto de ensino gratuito já deu o que tinha a dar.
ainda há margem para melhorar na Saúde e que não é possível deixar de fora cortes nas prestações sociais: “70’% da nossa despesa é com pessoal e prestações sociais. Não é possível não ir às despesas com pessoal e com prestações socais”. corta-se tudo. Prestações quê? Sociais? Servem para quê mesmo?
Mas há uma boa notícia: “Chegamos lá vivos. Por isso não me venham cá com a história que o mundo acaba a 21 Dezembro porque é mentira.

Façam o favor de ler os meus comentários em itálico de forma sarcástica, já que sou considerada uma pessoa demasiado preocupada com o futuro. Que querem sou assim, preocupada com o futuro, o meu e principalmente o dos meus. É um dos meus muitos defeitos, não consigo não ser.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Carência, necessidade ou pobreza encapotada?

Ela falou nisso e eu fiquei a pensar nisso.
Então o que é a carência, a necessidade ou mesmo a pobreza? Será tudo a mesma coisa. Duvido.
Podemos ser carentes e termos imensas coisas, porque a carência nem sempre é material, aliás quando dizemos que estamos carentes, normalmente prcisamos de um abraço, de um mimo.
Já a necessidade pressupõe lago mais urgente. É necessário, mesmo que para o outro seja desnecessário.
Já a pobreza não. Só o nome assusta. A pobreza é aquela condição que dói, que faz de nós menos aos olhos da sociedade, uns párias, uns mendigos. Mas e a pobreza encapotada? Aqueles que necessitam de ajuda, que têm carências mas têm vergonhas? Que foram apanhados na curva sem culpa, levados por uma sociedade consumista.
Nasci no mês de Agosto do ano de 1976, tenho portanto 36 anos. Filha de pais separados a minha mãe sempre teve de trabalhar, batalhar e fazer tudo para me criar sozinha. Chegou a ter mais que um trabalho, mas nunca baixou os braços, nem a cabeça e hoje, quase aos 62 anos, vê-se desempregada, mas olha para trás e se vê uma vida dura vê também uma vida honesta.
Nunca tive marcas, acho que na altura nem se falava tanto assim nelas. Lembro-me dos meus sapatos pretos de verniz e de me sentir o máximo com eles, das minhas socas que me deixavam bolhas nos pés e eu teimava em usar, das minahs galochas de olhos de sapo e de adorar vestidos com enormes laçarotes atrás.
Sempre tive noção que é necessário poupar. Que não se gasta o que não se tem. Que se comparam preços e que os vícios são bons para quem os pode suportar.
Segurança financeira nunca tive, sempre trabalhei assim que pude e orgulho-me em dizer que paguei o meu próprio curso. Nada contra os que estudam sem trabalhar, cursos existem que é impossível conciliar ambos.
Quando me casei a casa estava mobilada. Eu tinha 2 trabalhos e o meu marido trabalhava e estudava. Comprámos as coisas às prestações e ainda hoje fazemos as contas a contar com tudo e mais um par de botas, não esquecendo que as mesmas podem precisar de meias solas, já que temos dois filhos pequenos.
Já passei necessidades, mas nunca tive carências ou pobreza.
Cresci com roupas novas e outras que eram dadas pertencentes à minha prima mais velha. Ainda hoje herdo coisas da minha mãe, velhas sim, mas novas para mim já que é a primeira vez que as uso.
Será que por os meus filhos usarem coisas dadas/emprestadas são necessitados? Não o considero. Ele herda do primo mais velho, algumas coisas de marca, outras não. Sinceramente, preocupa-me se lhe servem e em que condições estão. Ela usa coisas emprestadas da prima emprestada e fica super gira, ela não se importa e eu também não.
Não é fruto da crise, é consequência da forma como fui criada.
O que me preocupa é proporcionar-lhes uma boa educação em casa, na escola, actividades extra curriculares como ginástica e se necessário algum explicador ou algo que enriqueça os seus horizontes. Que eles tenham acesso a bons profissionais e condições de saúde, de alimentação. Que eu e o pai lhes possamos proporcionar um bom lar, com boas recordações e muito amor.
Sim, alguns brinquedos da moda, alguns caprichos da moda, umas idas ao MacDonalds e ao cinema. Mas responsabilidade acima de tudo.
Pobreza não é ter nada e necessitar. Carência não é ter nada e pedir ajuda. Necessidade não é abordar um estranho na rua e pedir-lhe uma moedinha para comer. Pobreza é falar de alto e só se lembrar dos outros no Natal, quando se sai na capa da revista ou a vizinha está a ouvir. Carência é ser casmurro e não entender que existem outras formas de levar o país adiante. Necessidade é não ter coragem de estando no sítio certo, na hora exacta, pegar o touro pelos cornos e chegar-se perto de quem de direito e dizer vamos ter uma conversinha?
Os nossos pais já passaram por muito. Alguns de nós nem se lembram, outros sim. Espero e desejo do fundo do coração que os nossos filhos não venham a passar nunca pelo mesmo.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Então, e as notícas?

Sim, e as notícias?
Ah, vão começar a taxar o subsídio de refeição? Mas espera, eu já trago a minha marmita de casa desde, deixa cá ver.....desde sempre. Não queres ver que agora vão descer ao meu nível e têm de fazer o mesmo?
Ah, vamos ter de começar a trabalhar mais horas? Se assim for, que posso contra isso? O mesmo que posso contra os impostos extra que tenho para pagar. Com tudo o que me mandam para cima e que por mais que barafuste é do tipo pagas e não bufas. Não queria mesmo trabalhar mais horas, implica que tenho de fazer uma gestão diferente de um horário já apertado e o pai não tem exactamente hora certa para sair, mas tenho emprego.
Ah, vamos ter excedentários. Amigos, amigos queridos, já tinhamos excendentários. A bolsa de excedentários não é novidade nenhuma. Agora, trabalhadores a recibos verdes amigos do primo, afilhados do tio, pois não concordo. Aliás recibos quê? Verdes? Acho que quem os tem os considera negros, porque verdes é que eles não são, ora perguntem-lhes bem quais os benefícios associados aos mesmos e depois verão.
Mas esta gente vive onde? Só acordou hoje por causa do quê? Estamos a chegar ao fim do ano e a crise começa a atingir os seus pensamentos como uma realidade será?
E para que não restem dúvidas tinha um subsídio de refeição isento, não sei se terei um subsídio taxado, mas mesmo assim continuarei a manter a marmita. Como o que faço, o que tenho e organizo-me. É óbvio que me era bem mais fácil e cómodo sentar-me e escolher, mas não dá e sempre fiz assim e nunca morri por isso.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Posso voltar para a caverna?

Esteve sem net, tv e qualquer método de comunicação com os mortais exceptuando o telemóvel.
Assim que comecei a ouvir as notícias depois de repararem a linha da PT e reporem o serviço Vodafone Casa, penso que seria melhor hibernar de volta.
A sério, sim, sei que as coisas estão mal, que os tempos não estão para brincadeiras, mas ou isto muda ou ofereçam veneno às pessoas para juntarem à sopa.
Se todos sabem que estas políticas estão erradas, que assim não vamos a lugar nenhum, de que formas as coisas podem e devem ser feitas para ajudar o crescimento da economia e desenvolvimento do país estão à espera de quê? Do Pai Naltal? Da morte da bezerra?
Vou voltar para a caverna. Avisem quando acabarem de se acusar uns aos outros às custas dos pobres que se levantam todos os dias de manhã a quererem ganhar a vida honestamente.
Irra que me deixaram chateada logo pela manhã.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Preso por ter cão e preso por não ter

A crise. A culpa é sempre da filha da mãe da crise.
Primeiro foram os despedimentos em massa. As falências por dá cá aquela palha. O não podemos pagar os ordenados, o não dá mais, o vamos tirar mais.
Agora é só vamos tirar e pronto. Não há explicações, aliás pedir para quê, a resposta é: CRISE.
Pois, não se faz por causa da crise, ou faz-se por causa da crise. Não vale a pena por causa da crise. Ah, ok, belo bode expiatório que fez muitos respirarem de alívio porque já não tinham mais respostas convincentes a dar.
Agora é a crítica que lhe vem associada. Tipo irmã mais nova, ciumenta, chata como a potassa que só que chamar à atenção.
Critica-se a vizinha, porque mesmo com a crise vai jantar fora.
Critica-se a vizinha, porque mesmo com a crise e o corte nos ordenados vai de férias.
Critica-se a vizinha, porque mesmo com a crise e as novas taxas suplementares compra roupa nova.
Critica-se a vizinha, porque mesmo com a crise e os novos escalões de IRS ainda faz festas.
É fácil criticar, difícil é fazer diferente. Difícil é ensinar a fazer diferente e melhor, arregaçar as mangas e trabalhar.
Criticar por criticar, por dizer mal apenas, por inveja, por mesquinhice, porque não se tem mais que fazer, é o quê?
A crise é geral e para todos, mas não atinge todos de igual forma. quem tem rendimentos mais baixos é óbvio que fará mais sacrifícios do que quem tem redimentos mais elevados, mas só quem não sabe que 1+1=2 é que não vê isso.
É óbvio que me chateia não poder aquilo que quero. É óbvio que a gerência do meu rendimento familiar sofreu alterações, e que não me posso por com maluquices. É óbvio que mentiria se dissesse que não gostaria de andar a jantar fora, a comprar roupa nova, a fazer festas ou a passear, mas também é óbvio que tenho de ter consciência da minha realidade e não copiar a dos outros.
O problema de muitos é que tentam gerir a vida dos outros consoante a sua. E quando não conseguem, quando não percebem porque os outros fazem coisas que lhes escapam criticam.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Sobre os novos escalões de IRS

Estive a ver os novos escalões de IRS e aquele a que eu e o meu marido, os sujeitos passivos A e B, trabalhadores, pagantes e cumpridores das suas funções nos vamos inserir.
Tenho para mim que durante os próximos tempos, não vou preocupar-me muito se as riscas, as cores, as listas, os tecidos, os vestidos, as calças e afins disfarçam as coxas. Vou preocupar-me se tenho um tecido que tape as coxas.
Vamos ficar naquele belo escalão da sociedade trabalhadora que não pode fugir, e que tem as suas contas em dia. Ah e eu, ao contrário do que muitos (e estes muitos são pessoais) pensam não recebo 1000€ por mês, por este andar nem sei quando lá chego.
Já agora, qual a diferença entre taxa média e taxa normal?

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sou a única a ter medo das notícias?

A sério, quer telejornais, quer joranis, quer rádio.
Prefiro Casa dos Segredos, Toca a Mexer e coisas afins. Não sou avestruz, mas começo a invejar a capacidade da mesma de enfiar a cabeça na areia, ou então a possibilidade de hibernar como os ursos.
Leio com cada notícia que me deixa triste, por mim, pelos meus, pelo futuro dos meus filhos.
Ainda mais dificuldade, mais apertar de cinto, mais, mais, mais. Mais o quê?
Notícias como estas Passos Coelho diz que OE2013 será difícil mas mais justo, têm o condão de me estragar, não só o dia, mas o resto da semana.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Eu podia falar muito sobre as medidas de austeridade

Mas todos já falaram e falam.
Muitos ainda enfiam a cabeça dentro da areia e escondem-se como a avestruz. Por brincadeira já deixei um comentário a perguntar se podia hibernar. Cá por casa sempre fomos poupadinhos. Nunca andámos em grandes festas, cartões de crédito são bichos non gratos, a crédito compramos a casa e pouco mais.
É verdade que quando mobilámos a nossa 1ª casa, ainda antes de casarmos não tinhamos as mesmas despesas de hoje. Pegámos  nas parcas poupanças e toca a aplicar no necessário. Ele trabalhava e estudava, eu como já tinha acabado a licenciatura, arranjei um part-time e com esse dinheiro extra conseguimos compar móveis e electródomésticos.
Hoje temos coisas com mais de 10 anos que funcionam. Já substituímos a máquina da roupa, porque a anterior sofreu de morte súbita.
Será porque assim fomos educados? Talvez.
Pena tenho das crianças que não têm como viver a não ser daquilo que lhes dão, e dos idosos que depois de uma vida de trabalho fica à espera da caridade alheia.
Se muitos vivem e viveram para além das suas capacidades? Sim, e continuam. Mas, aqueles que se vão lixar, são aqueles que como eu pagam os seus impostos direitinho e não fogem. São aqueles que cumprem como deve ser e não fogem.
Ah que protegemos os mais fracos. Não. Protegem só e apenas os mais fortes. Os fracos que se lixem. Aliás, como na selva é a lei do mais forte que vale.
Estou triste com este país. Triste com aquilo a que chegámos. A um terceiro mundo de 5ª qualidade, a pedir esmola a uma Europa delapidada, onde os meninos ricos fazem troça dos meninos pobres e atiram-lhes rebuçados para se rirem com o espectáculo.
Triste por viver num país onde o recompensado é o calão do espertalhão, que mete ao bolso e faz um chorinho a dizer que não tem, é um pobre, de sapato roto e duas ruas abaixo se enfia num carro xpto para ir almoçar num qualquer restaurante de luxo, enquanto o otário do funcionário que vai fazer de tudo para lhe atribuír o subsídio come uma sandes e pensa como poupar no supermercado, e nas refeições económicas do mês para alimentar a família.
Ora, ide contar histórias da carochinha às crianças, mas atentar às idades, é porque hoje em dia já nem todas acreditam no Pai Natal, Coelhinho da Páscoa e Lobo Mau.

Se, quiserem perder um pouquinho do vosso tempo, ou se chegarem até aqui leiam: “Portugal está a ser assassinado, como muitos países do terceiro mundo já foram”

sexta-feira, 27 de julho de 2012

E que tal levar certos senhores a uma visita, digamos, de estudo?

Logo de manhãzinha lá estava eu na Loja do Cidadão para ser atendida, e felizmente não fui para a Segurança Social senão ia em vão. Eu acho que as Lojas do Cidadão são fantásticas, num local resolvo um sem número de coisas, o truque é ir cedo, tirar todas as senhas dos serviços que se precise, controlar bem os números das mesmas e paciência para esperar.
A loja abre às 8h30, antes das 9h já não tinham senhas para a Segurança Social.
Mas a função pública está cheia de gente. então bora lá despedir pessoas. Pois, mas vamos a locais onde precisamos de ser atendidos pelos funcinários públicos e esperamos horas, porquê? Porque não têm funcionários.
Ouvi pérolas do estilo: ai que não querem trabalhar; às tantas estão todos lá dentro; devem ter ido todos de férias. Dito pelo segurança, ouvido por mim, que só a loja da Bela Vista dava senhas até mais tarde.
Pois, mas as pessoas esquecem-se que com poucos funcionários não se fazem milagres. Que quem os atende também é empregado e não patrão. Que todos precisam de férias e o problema é que não existe quem os substitua.
Para mim, deviam ser aqueles senhores que sentados num gabinete, à espera que a secretária lhes traga um cafézinho, deviam ir logo de manhãzinha a uma qualquer loja do cidadão, faltar aquelas horas ao emprego, explicar bem explicadinho ao patrão que não andaram na boa vida, que já não existiam senhas e que têm de lá voltar; ou então, explicar que, mesmo depois de madrugarem só resolveram a coisa ao fim do dia por terem 300 pessoas à frente.
Isso e estaream doentes, levantarem o real rabinho da cama antes do galo cantar, esperarem em pé mais mortos que vivos à frente do C. Saúde da zona para depois não terem consulta. Serem informados que dentro de 1 mês conseguem marcar para daqui a um ano ou então vão ao hospital. Chegarem ao dito hospital, esperarem horas, levarem um sermão do médico que aquilo não é urgência hospitalar e patati patatá, pagarem a bela taxa moderadora (não sou contra as taxas, mas acho que deviam ser aplicadas consoante os rendimentos), irem à farmácia e deixarem lá uma nota preta em 2 ou 3 coisinhas. Chegarem ao trabalho, explicarem ao patrão que até madrugaram mas não tiveram médico, que no hospital demoraram horas e tentarem não afanicar quando virem o desconto no ordenado, e nem ter um ataque de pânico com a cara do patrão.
Isso sim, era ver o país real. Aí podiam opinar sobre as reais necessidades de funcionários, médicos e enfermeiros e verem como é que eles trabalham.
Vamos programar uma visitinha? Ofereço-me como guia pro bono.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vá, vão de férias, gastem para lá de muito em hotéis mas não se esqueçam de pedir factura

É que, agora as férias podem ser deduzidas no IRS, bem como as almoçaradas com os amigos e ainda recebemos 250€. Sim, e idas ao cabeleireiro também contam, ora leiam.
Isso é o que importa, porque as deduções com a casa, a escola e a saúde não valem nada. Ah e não se esqueçam dos abonos e subsídios, que isso é para pobre. E pobre não interessa.
Gostaria de te a capacidade de fazer uma cartinha assim para os queridos que se lembras destas alterações no IRS, mas não consigo, é pena. Mas deito-lhes a lingua de fora e mando-os para um sitío que agora não posso dizer, é que eu sou uma senhora, ou será que também posso deduzir isso no IRS?

terça-feira, 17 de julho de 2012

Anda comigo ver os aviões, vamos de metro

http://boasnoticias.clix.pt/mobile/noticias.php?id=11304
Eu detesto andar em Lisboa de carro: são as filas de trânsito, a falta de lugar para estacionar, os senhores da moedinha, os da EMEL, os parquímetros, o stress que já está a cabar o tempo e ainda não nos despachámos, etc.
Por essas e outras razões, prefiro o metro. Vou sossegadinha, chego lá num pulito e no dia do aniversário do meu casamento deixam-me andar lá de borla, uns amigos é o que são.
Só não concordo com a validade do bilhete de metro. Sim, sei que é um ano, mas não concordo.
Agora posso ir ver os aviões descansada, sem problemas de estacionamento. Não sei bem onde fica a saída/entrada, mas consegui ver na net uma saida para o terminal das chegadas. Se perto, se longe, não sei.
Entretanto, descobri que posso ir beber um cafézinho de metro a casa de uma amiga. Ó miuda, vê bem as estações. Ah e tu podes fazer o mesmo, já não precisamos de gastar gasolina :)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Deu-me um fanico

Net
Acabei de consultar o meu recibo de ordenado, a medo confesso.
Este é o mês do subsídio, o mês dos seguros, o mês das despesas maiores que agendámos por ser o mês do subsídio.
Deu-me um fanico. Um ataque cardíaco. Subiu-me a tensão arterial. Fiquei atordoada.
Como tenho um ordenado enorme que paga a creche dos miudos e pouco mais, soube bem ver o valor restante do subsídio de férias.
Só me apetece mandar uma medalhita destas a quem teve a bela ideia de fazer cortes nos subsídios. Ah e outras igualitas a quem goza com a crise, e a provocou, e a quem de lembra de fazer cortes, pedir sacrifícios, impor taxas extras ao que trabalham honestamente e pagam para que os amigos, afilhados, sobrinhos, etc e tais possam ter os seus ordenados e afins por inteiro.
Sempre o mesmo a pagar. É só o que digo.
Já sabia do corte, já sabia o quanto, mas ver assim: preto no branco é um dor na alma.
Pronto, desabafei, mas não recuperei (e acho que não o farei tão cedo).

quarta-feira, 30 de maio de 2012

É uma casa portuguesa com certeza

Casa do Penedo - foto retirada daqui
De acordo com esta notícia a Casa do Penedo, aqui a da foto, é uma das bem camufladas na paisagem.
Esta não conhecia, faz-me lembrar uma das casas da colecção do Senhor dos Anéis. Típica das histórias do faz de conta, mas bem real.
Tenho curiosidade em saber como foi construida, quem teve a ideia e se é confortável. original não tenho dúvidas.
Querem ver outras, cusquem a notícia.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Se tratam assim os animais.....

Não tenho animais de estimação, já tive.
Já tive vários canários e quando morriam enterrava-os numa caixinha no jardim que fica nas traseiras da casa da minha mãe.
Já tive um cão, raça rafeira mais rafeira não há, lindo, meigo, brincalhão que morreu envenenado por crueldade e maldade alheia.
Já tive um gato cinza, lindo que fugiu porque esperta como sou lhe deixei a porta aberta.
Podia ter um cão, ou um gato, ou mesmo um pássaro, mas não tenho, por indicação médica devido ás alergias dos meus meninos e também pela preguiça de por exemplo, levar o cão á rua. E porque o papá lá de casa não é muito apologista de animais, do trabalho que dão e mais propriamente por aquilo que passamos com 2 miudos alérgicos. Andamos a considerar comprar um peixinho.
Mas o que me faz escrever não é tanto a crueldade com os animais, o abandono, mas sim o roubo. Sim o ROUBO. Estão as pessoas descansadas a passear os seus animais de estimação e chega perto um qualquer fulano, numa de perguntar as horas e zás, toca de roubar o cão.
Para quê? Para vender. Na zona de Mem-Martins - Queluz - Rio de Mouro tem sido assim. Já têm um armazém para guardar os animais e tudo.
E quando não os vendem? Suponho que os abandonem, e que entretanto os coitados passem fome e sede e sejam maltratados.
Por isso fica o aviso, passeiem os cães com trela, se moram em andares mais baixos ou em vivendas, cuidado com os gatos à janela, ou os cães soltos. Nunca se sabe.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Apetece-me grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

Liga-me a minha mãe.
Estranho porque ela tem uma reunião na Seg Social e ainda é cedo.
Está de tal modo alterada que nem a consigo entender. Penso o pior e mais qualquer coisa.
O pior: acabou de ser assaltada. Levaram-lhe um fio fininho, mas com uma medalha de estimação que era da minha avó.
A mim apetece-me partir os queixos, as pernas, os braços, os dentes, cortar às postas, fazer picadinho e passar a pila do gajo por aquelas máquinas de cortar fiambre. Depois pego nele, dou-lhe uns valentes pontapés, treino para peso pesado e uso-o como boneco dos ringues, dou-lhe uns safanões para endireitar a roupa, atiro-o para o buraco mais fundo, obrigo-o a engolir a chave e dou-lhe um nó nos intestinos para não a conseguir deitar fora.
Parece-vos muito? A mim parece-me pouco. É que a minha mãe tem 61 anos e não prima pela saúde.
Apetece-me matar um certo e determinado gaijo. Só não lhe rogo pragas porque não sou bruxa.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Eu sei que o EURO 2012 era conversa mais leve

Mas a notícia que a mim me interessa mais diz algo do tipo:
As rescisões amigáveis deverão abranger, numa primeira fase, mais de 120 mil funcionários públicos. Serão sobretudo os assistentes técnicos e operacionais os mais afetados, sem esquecer o pessoal em mobilidade especial, escreve esta segunda-feira o jornal «Diário de Notícias».
e deste também:
nem só os trabalhadores mais qualificados poderão ser transferidos de um serviço em Bragança para o mesmo serviço em Lisboa ou no Algarve. O Governo quer que todos os funcionários públicos, inclusive os menos qualificados, possam ser mudados de local de trabalho.
O mais engraçado é que quando a Função Pública tem um dia, uma tarde, uma hora de tolerência se levantam vozes e mais vozes de protesto, mas quando esses mesmos funcionários podem ser forçados a abandonar a família por um ano, devido á lei da mobilidade, ou a fazer uma rescisão amigável, já está tudo de férias, com cabeleireiro marcado, agora não á jeito, ou é do EURO que se fala.
Irra que irrita.
Pronto, já semi-desabafei!!!!!
 

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