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Pois, gabava-me.
A prenda do sogro ainda não está comprada, mas como sempre é daquelas que é comprada à pressão. Nunca sabemos o que vamos aoferecer ao senhor, ele tem de tudo, é dificil de acertar, nunca diz não a nada, quando oferecemos nunca abre na altura. Se suspeita que é roupa é capaz de guardar sem abrir na gaveta porque tem roupa e não precisa de mais. Ler não é hábito, os gostos são poucos e não é homem de vícios, que dizer fuma, e esse não é um vício para o qual se ofereçam prendas por estes lados.
O marido informa-me que vamos comprar a minha prenda. Ok, eu disse-lhe o que lhe ia dar, arrastei o homem para ele escolher e experimentar, mas ser deixada para última da lista, e
vamos ver o que sobra nas lojas numa de
despacha-te que isto está cheio, ou
o que é que queres, não me apetece.
Vá chamem-me de chata, não quero saber. Não gosto de ser deixada para o fim e depois ir-se comprar a prenda porque tem mesmo de ser. Amigos, não sou frete de ninguém, eu quando quero oferecer, vou à procura, pesquiso, pergunto, investigo, invento e imagino com amor e carinho com tempo mesmo que tenha falta de tempo. Por isso, o saio do trabalho tarde, não tenho tempo não é desculpa, desculpem.
Entretanto, tenho uma prenda que desconfio que vou ter mesmo de trocar. Ora isto num Sábado, ou Domingo, antes de Natal, num centro comercial, com o mais velho doentinho promete fazer maravilhas ao meu humor.
Isso e aquela velha história da minha mãe
naõ tenho tempo para te ir comprar nada,
vai tu escolhes e depois eu pago-te,
ai que está tudo tão caro e eu não posso porque sou sozinha e tenho muitas despesas.
Caro Pai Natal, quero lá saber se tens um furo ou vários, quero lá saber das prendas, atreve-te a estragar-me o Natal em relação aos miudos e tens uma mãe em fúria completamente louca a dar-te cabo do negócio no Pólo Norte. Entendidos?
Em relação a mim, sei o que quero/preciso, o que posso gastar/pagar, os saldos estão aí e é uma questão de esperar e depois logo se vê.